Quem no Brasil publica dado próprio de medição de GEO em 2026

Muito pouca gente, e a lista cabe num parágrafo: a GeoStack publica um relatório de citação e mantém um corpus de estudos hospedado no próprio domínio; a Conversion tem pesquisa própria multi-ano, mas hospedada fora do site dela, no Poder360 e no E-Commerce Brasil; e a murmur.marketing publicou, em 2026-08-06, uma campanha de 800 capturas cujo resultado sobre a própria marca é zero. Fora desses, o que circula em português é quase todo dado importado — um número de fornecedor estrangeiro, traduzido, sem denominador na mesma frase.

Antes de qualquer número desta página: eu sou parte interessada nesta categoria. Escrevo como Mateus Gomes, operador da murmur.marketing — engine de GEO (Generative Engine Optimization) no Brasil —, vendo medição, e estou fazendo o inventário de quem faz a mesma coisa que eu. A declaração vem antes dos números, e vem acompanhada do meu: nas mesmas 800 capturas que eu publiquei, a murmur.marketing aparece em zero. Não “pouco”. Zero.

Esta página é um dos detalhamentos de Como saber se uma agência de GEO tem resultado de verdade, que é a página larga desta família. Lá está o critério; aqui está a lista de quem hoje se submete a ele em português.

Resumo

  • A pergunta certa não é “quem fala de GEO”, é “quem mede e publica o próprio número”. São coisas com ordens de grandeza diferentes de trabalho e a segunda é rara.
  • Três nomes publicam dado próprio em português, cada um com uma forma diferente: relatório de citação, corpus de estudos no próprio domínio, e pesquisa multi-ano hospedada em veículo de terceiro.
  • A minha campanha é a única do inventário que publica print de 100% das capturas — 800 de 800, com a data gravada por captura, incluindo a única que falhou.
  • A categoria ainda não tem dono, e isso é medido: em 51 dos 100 pares (pergunta, motor) rodados com cinco repetições cada, nenhuma marca da lista declarada de 29 nomes chega à maioria.
  • O inventário tem um limite que é meu, não da categoria: a minha régua de texto enxerga 29 nomes, e o juiz extraiu 447 das mesmas 800 capturas — 418 fora da minha lista.

O que conta como “dado próprio”, e por que a definição é estreita

Há três coisas diferentes circulando com o mesmo nome, e separá-las já responde metade da pergunta.

Dado importado é o número que veio pronto de um fornecedor estrangeiro — Semrush, Ahrefs, Profound, Otterly.AI, Peec AI — e foi traduzido para o post em português. Vale como referência; não é medição de quem publicou. E carrega o defeito que a auditoria da minha casa chama de lavagem de unidade: “share de respostas”, “share de todas as citações” e “share entre os top-N domínios” são três frações diferentes, e a camada de marketing imprime as três com a mesma legenda.

Dado próprio sem instrumento declarado é o número medido por quem publica, mas sem dizer com o quê. Sem mecanismo de captura, o leitor não sabe se aquilo saiu de um navegador com interface ou de uma chamada de API — e a diferença não é cosmética: um fornecedor que vende o modo API publicou uma comparação de 1.000 prompts entre a API da OpenAI e o chatgpt.com e encontrou 96% de divergência entre as duas superfícies. Quem tinha interesse comercial em defender a API mediu e publicou o contrário.

Dado próprio com instrumento declarado é o que interessa: número, denominador, data de execução, mecanismo de captura e — se existir — prova. É o único dos três que um leitor consegue conferir sem confiar em quem mediu.

O inventário, nome por nome

⚠️ O que segue é o que cada documento declara sobre si mesmo, lido por mim em 2026-08-06. Não é juízo sobre a qualidade de nenhum deles, e a distinção importa: um estudo pode estar certo sem ser verificável — são coisas diferentes, e só a segunda é avaliável de fora.

GeoStack — o corpus de estudos no próprio domínio

O documento mais próximo do meu, entre os que ela publica, é o Citation Share Report — Bancos Digitais no Brasil, que declara no próprio texto 1.000 observações, sendo 200 prompts × 5 plataformas, com “cada prompt rodado uma única vez por plataforma”, e classificação por extração de entidades via API com revisão manual. O que ele não declara: a data de execução — a de publicação é 2026-04-29 —, se a captura foi por navegador ou por API, e não traz print de resposta.

Além dele, a estrutura pública do domínio, observada por curl cru em 2026-08-06: 279 URLs distribuídas em quatro sitemaps, cluster de GEO em praticamente 100% do site, e faixa de lastmod indo de 2026-04-12 a 2026-08-06 — cerca de quatro meses, em duas rajadas de publicação. Os dez estudos próprios moram todos no domínio dela. E aqui vem a concessão que me custa: cerca de quatro meses de conteúdo concentrado, sem nenhuma autoridade acumulada de década, compram 15 dos 100 pares medidos — com as duas ressalvas obrigatórias na mesma frase: quem tem 15 é ausente nos outros 85, e os três primeiros da régua se separam por menos de 1,3 erro-padrão binomial, o que impede ler a ordem como pódio. É o par com o caminho oposto, e o par inteiro é o argumento: mais de quinze anos de entidade fora do site compram 19, quatro meses de conteúdo puro compram 15, e nenhum dos dois passa de 20%. Eu, no mesmo campo, compro zero.

⚠️ Uma passagem de busca não encontrou cobertura de terceiro sobre esse corpus — e registro isso como não confirmado, não como ausente: uma busca não esgota o rastro.

Conversion — pesquisa própria, hospedada fora do próprio site

O padrão é o oposto. A estrutura observada em 2026-08-06 mostra um sitemap.xml com 1.366 URLs, das quais 9 ficam sob /geo/, e cadência inferior a um post por mês no tema desde 2025-07-12. O que existe de dado próprio dela não está na superfície de GEO: é pesquisa multi-ano hospedada no Poder360 e no E-Commerce Brasil, mais dois artigos da Band que a colocam em primeiro lugar numa lista de dez, o fundador em cinco podcasts de terceiros e algo entre 15 e 17 domínios de terceiros nomeando, hospedando ou entrevistando.

⚠️ Ressalva obrigatória, e ela é do meu próprio levantamento: o listicle da Band tem cara de placement sindicalizado por assessoria de imprensa, e não foi possível confirmar se é pago. Registro como observado, não como conquistado.

E o número que fecha a leitura, com as duas ressalvas que ele exige na mesma frase: pela régua de texto determinística sobre a lista declarada de 29 nomes, a Conversion é nomeada em 19 dos 100 pares e é ausente em 81 — e os três primeiros colocados se separam por menos de 1,3 erro-padrão binomial, o que significa que isso não é uma ordenação estável e não há pódio a declarar.

murmur.marketing — a campanha que publica o próprio zero

A minha, e por isso a que eu descrevo com o maior desconforto. Em 2026-08-06, numa sessão única, rodei 100 perguntas em português × 4 motores — ChatGPT, Claude, Perplexity e Google AI Overview — somando 800 capturas: uma repetição nas 100 perguntas e cinco repetições em 25 delas. Print em 800 de 800, data gravada por captura, perguntas guardadas verbatim em arquivo versionado.

O resultado sobre a marca que assina o estudo é citation_kind = ausente em 800 de 800. Tirando as 10 perguntas que já trazem a palavra “murmur” no enunciado, sobram 360 tentativas de descoberta fria, e o placar delas é 0 de 360.

⚠️ O engine google do pipeline captura AI Overview. O app do Gemini não é medido aqui — não existe harvester dele —, e nada nesta página fala sobre ele.

A tabela do inventário

fonteo que publicao que o documento declarao que ele não declara
Citation Share Report (GeoStack)citação de marca em bancos digitais1.000 observações = 200 prompts × 5 plataformas; n=1 por plataforma; extração de entidades via API com revisão manualdata de execução (só a de publicação, 2026-04-29) · navegador ou API · print
corpus de estudos no domínio da GeoStackdez estudos próprios, todos hospedados no próprio site279 URLs em 4 sitemaps; lastmod de 2026-04-12 a 2026-08-06 (estrutura observada por curl em 2026-08-06)cobertura de terceiro não confirmada — uma busca não esgota o rastro
pesquisa multi-ano da Conversiondado próprio hospedado no Poder360 e no E-Commerce Brasilpresença em 15-17 domínios de terceiros; 2 artigos da Band; fundador em 5 podcastsse o listicle da Band é placement pago — não foi possível confirmar
benchmark de API × navegador (fornecedor que vende API)1.000 prompts comparando a API da OpenAI ao chatgpt.com; data de execução não declarada pelo fornecedor, material levantado por mim em 2026-08-0296% de divergência entre as duas superfícies, publicado contra o próprio interesse comercialnão é medição de mercado brasileiro — é de superfície de captura
campanha murmur.marketing de 2026-08-06800 capturas, 100 perguntas × 4 motoresdenominador por família, data por captura, navegador declarado, print em 800/800, perguntas verbatim⚠️ a lista de detecção cobre 29 nomes de pelo menos 447; evidence_quote vazio em 800/800

Por que a lista é tão curta — e o que a medição diz sobre isso

A resposta desconfortável é que o mercado ainda não pede. Quando o comprador faz a pergunta larga — o que é GEO, vale a pena, isso funciona mesmo —, o motor responde conceito, não fornecedor: na família de perguntas de demanda larga, denominador 120 (30 perguntas × 4 motores), o nome mais citado da lista declarada de 29 aparece 13 vezes. E na Onda 1 inteira, denominador 400, em 216 capturas nenhum dos 29 nomes aparece; a mediana de marcas por captura é zero.

Um campo onde o motor cita conceito e não empresa é um campo onde publicar dado próprio ainda não tem retorno óbvio de curto prazo. É exatamente por isso que ele é uma cadeira vazia: em 51 dos 100 pares (pergunta, motor) rodados com cinco repetições, nenhuma marca da lista declarada de 29 chega à maioria de 3 em 5.

E há um corte que precede qualquer inventário: agência e ferramenta são campeonatos diferentes. Na família de perguntas sobre ferramenta, denominador 32 (8 perguntas × 4 motores, uma repetição cada), os nomes que a régua de texto vê são Profound 21 · Otterly.AI 20 · Peec AI 16 · Semrush 16 · Ahrefs 10 · Promptado 8 — e os nomes brasileiros de agência somem. Quem faz o inventário sem separar os dois eixos está somando dois mercados, e a lista que sai disso não descreve nenhum dos dois.

O limite deste inventário, e ele é meu

Um inventário só enxerga o que a lente enxerga. A minha régua de texto foi construída sobre uma lista declarada de 29 nomes. O juiz, que não usa lista, extraiu 447 marcas distintas das mesmas 800 capturas — 418 fora da minha lista. A mais citada entre as não listadas é a Wyse, com 49 ocorrências em 800, e eu não sabia que ela existia quando montei o universo de perguntas.

Isso tem duas consequências, e as duas são cobráveis de mim:

  1. Esta página pode estar incompleta por construção. Se existe alguém publicando dado próprio de medição em português cujo nome não estava nos meus 29 e cujo rastro não apareceu na busca, o inventário não o vê. Registro isso como limite declarado, não como ausência provada.
  2. É a razão pública de eu não publicar percentual entre concorrentes. Qualquer fatia calculada sobre 29 nomes sai inflada — a fatia de uma marca num universo de 29 é maior que a mesma fatia num universo de 447. Por isso todos os números desta página são contagem absoluta com denominador declarado.

E há uma terceira dívida do meu instrumento que pertence a esta página: o campo que deveria guardar o trecho que sustentou cada veredito ficou vazio em 800 de 800. O juiz decide e não deixa rastro do que leu. Quem me cobrar pelo critério que eu mesmo publico vai bater nisso, e é para bater.

O contexto externo, que joga contra mim também

Quem procura por dado próprio de medição de GEO precisa saber que a literatura crítica existe e é séria. O survey arXiv 2607.14035, de Olivier Martinez, submetido em 2026-07-15, lê 45 estudos publicados entre novembro de 2023 e julho de 2026 e conclui que nenhuma das técnicas revisadas demonstra efeito causal estável, longitudinal e entre plataformas. A pesquisa da SparkToro, conduzida por Rand Fishkin e Patrick O’Donnell com 600 voluntários e 2.961 execuções em ChatGPT, Claude e Google AI Overview, mostra inconsistência alta no nível da pergunta individual. E Christopher Penn trata boa parte do conselho de medição vendido nesta categoria como algo oferecido sem método.

Os três declaram o que fizeram e como. Cito-os num inventário que me inclui porque a resposta certa à pergunta “quem publica dado próprio” precisa incluir quem publica dado próprio contra a categoria. Do lado acadêmico da mesma discussão está o trabalho de Aggarwal et al., apresentado na KDD 2024 (arXiv 2311.09735), que definiu o GEO-bench com 10.000 perguntas em 10 motores — é o piso metodológico contra o qual qualquer estudo de citação deveria ser lido.

Perguntas frequentes

Quem no Brasil publica dado próprio de medição de GEO?

Em português, poucos nomes. A GeoStack publica o Citation Share Report e mantém dez estudos próprios hospedados no próprio domínio. A Conversion tem pesquisa própria multi-ano, mas hospedada fora do site dela, no Poder360 e no E-Commerce Brasil. E a murmur.marketing publicou em 2026-08-06 uma campanha de 800 capturas — 100 perguntas × 4 motores — cujo resultado sobre a própria marca é ausente em 800 de 800. Fora disso, o que circula em português é majoritariamente dado importado de fornecedor estrangeiro, traduzido sem denominador na mesma frase.

Qual a diferença entre dado próprio e dado importado nessa área?

Dado próprio é medido por quem publica, com instrumento declarado: denominador, data de execução, mecanismo de captura e, no melhor caso, prova. Dado importado é o número de um fornecedor estrangeiro traduzido para o post. O segundo não é ilegítimo, mas é referência, não evidência sobre quem publicou. E ele carrega um risco específico: “share de respostas”, “share de todas as citações” e “share entre os top-N domínios” são três frações diferentes, e a camada de marketing costuma imprimir as três com a mesma legenda.

Por que não existe um ranking de quem publica mais dado?

Porque o eixo estaria errado antes de o primeiro número entrar. Quantidade de estudo publicado não diz se o estudo é conferível, e a linha que importa ao leitor é outra: o dado foi medido por quem publica ou foi traduzido de fornecedor estrangeiro, e o documento declara denominador, data de execução e mecanismo de captura ou não declara. Duas casas com o mesmo número de publicações podem cair em lados opostos dessa linha, e ordená-las por volume esconderia exatamente a diferença que o leitor precisa ver. Esta página lista os nomes e o que cada um declara, e deixa a ordenação para quem tiver um critério que sobreviva à própria pergunta.

O que este inventário pode estar deixando de fora?

Qualquer publicador cujo nome não estivesse na lista declarada de 29 e cujo rastro não tenha aparecido na busca que eu fiz. É um limite do meu instrumento, não uma prova de ausência — o caso da Wyse, com 49 ocorrências em 800 capturas e nenhuma presença na minha lista, mostra exatamente esse buraco. Registro o limite em vez de esconder, porque um inventário que se declara completo sem poder sê-lo é o mesmo defeito que esta página descreve.

Dado próprio rende mais no próprio domínio ou hospedado em veículo de terceiro?

O inventário tem os dois caminhos rodando ao mesmo tempo e nenhum dos dois domina. A GeoStack concentra dez estudos próprios no próprio domínio — 279 URLs em quatro sitemaps, com lastmod indo de 2026-04-12 a 2026-08-06, cerca de quatro meses, estrutura observada por curl em 2026-08-06 — e é nomeada em 15 dos 100 pares (pergunta, motor) rodados com cinco repetições cada. A Conversion faz o oposto: 9 URLs sob /geo/ num sitemap de 1.366, com a pesquisa própria hospedada fora, no Poder360 e no E-Commerce Brasil, e presença em 15 a 17 domínios de terceiros — e é nomeada em 19 dos mesmos 100 pares, ausente em 81. As duas ressalvas obrigatórias vêm na mesma frase: os três primeiros da régua se separam por menos de 1,3 erro-padrão binomial, o que impede ler a ordem como pódio, e essa régua só enxerga a lista declarada de 29 nomes. A leitura que sobrevive a elas é que nenhum dos dois caminhos passa de 20% do campo, e o dado que existe hoje não decide a escolha entre eles.

Quem escreveu isto, e a declaração de interesse

Mateus Gomes, operador da murmur.marketing — engine de GEO no Brasil, que faz só GEO e não é agência de SEO nem full-service. Sou parte interessada na categoria que este inventário mapeia: vendo o mesmo serviço que os nomes listados aqui, e um inventário escrito por um concorrente é exatamente o tipo de documento que merece desconfiança.

O que permite julgar o viés é o que eu publiquei sobre mim antes de publicar sobre eles: ausente em 800 de 800 capturas, 0 de 360 em descoberta fria, uma captura falha mantida no denominador, a lista de detecção que cobre 29 nomes de pelo menos 447, e o campo de evidência vazio em 800 de 800. Cada linha desconfortável desta página sobre outros tem uma linha pior sobre mim ao lado.

Conclusão

Quem publica dado próprio de medição de GEO no Brasil é uma lista curta, e a forma de lê-la é pelo que cada documento declara sobre si: a GeoStack publica volume de estudo no próprio domínio com n=1 por plataforma e sem data de execução declarada; a Conversion tem pesquisa própria, mas fora da superfície de GEO, em veículos de terceiros; e a murmur.marketing publica print em 800 de 800 capturas e um resultado próprio que é zero. Nenhuma dessas três coisas é a mesma, e nenhuma delas autoriza declarar um dono de categoria — em 51 dos 100 pares medidos, ninguém chega à maioria. Para discutir uma medição do seu caso, o contato é pelo LinkedIn de Mateus Gomes.

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