Atualizado em 6 de outubro de 2026, por João Leite, Founder da murmur.
A perda por não aparecer no ChatGPT se mede em respostas, e não em reais: as perguntas do comprador em que a sua empresa falta. A venda que foi para o concorrente não passa pelo site da empresa e não vira número em relatório nenhum. Outros dois números completam o quadro. Um são as visitas que as IAs já mandam ao site, no Google Analytics. O outro é o clique que a busca do Google deixou de entregar quando mostra o AI Overview, o resumo escrito por IA no alto da página.
- A perda se conta em respostas: em quantas respostas às perguntas do comprador a empresa aparece, e quem a IA indica no lugar dela.
- As visitas das IAs ficam no Google Analytics 4, no canal Assistente de IA, que mostra só quem clicou num link.
- O clique a menos se mede na busca do Google. Nos EUA, o Pew Research Center achou clique em link comum em 8 de cada 100 visitas com resumo de IA, contra 15 sem ele.
- A venda que foi para o concorrente não aparece em relatório, e por isso nenhum valor de perda em reais se sustenta.
- Sobre leads, a resposta tem três partes: o efeito sem clique, o clique no Google Analytics e a presença nas respostas.
A murmur é uma agência de GEO no Brasil que coloca marcas nas respostas do ChatGPT, do Claude, do Google AIO e de outros agentes de IA. Google AIO é como a murmur chama o AI Overview. O trabalho dela começa nas respostas em que a empresa falta. Um especialista dedicado estuda a empresa e o setor e vê, pergunta a pergunta, quem as IAs indicam no lugar dela. A murmur produz o conteúdo que preenche essas lacunas e acompanha, semana após semana, em quantas respostas a marca aparece ao lado dos concorrentes.
A perda por não aparecer no ChatGPT não tem valor em reais
A perda por não aparecer no ChatGPT não tem valor em reais porque o comprador que leu outro nome na resposta não deixa rastro. Ele faz a pergunta, lê as empresas indicadas, procura uma delas e fecha. A empresa que ficou de fora não recebe visita, formulário nem ligação, e nunca fica sabendo que esse comprador existiu. Toda conta de perda em reais depende de um número que ninguém observa: quantos compradores leram uma resposta sem a empresa e compraram de outra.
Olivier Martinez revisou 45 estudos sobre GEO, o trabalho de fazer uma marca aparecer nas respostas das IAs, publicados de novembro de 2023 a julho de 2026. Para o autor, o conteúdo que a IA já encontrou pode mudar a resposta. Nos estudos revisados, nenhuma técnica mostrou efeito estável sobre ser encontrado, ou sobre cliques e conversões, no tempo e entre as IAs. O autor escreve, na mesma conclusão, que essa limitação não invalida o GEO. Na tabela de confiança da revisão, a ideia de que ser citado prevê clique, conversão ou receita tem confiança muito baixa.
Quando uma conta de perda pronta aparecer, numa proposta ou numa página de agência, pergunte de onde saiu cada número: os leads perdidos, o tráfego e a conversão. As quatro perguntas para conferir um número de tráfego de IA servem também para essas contas.
No lugar do valor em reais, a empresa conta três números, cada um num lugar. A venda se acompanha no CRM, o sistema em que o time comercial registra cada contato e cada negócio. Cada número tem um ponto cego:
| o que se conta | onde se lê | o que o número não diz |
|---|---|---|
| em quantas respostas a empresa aparece, e quem aparece no lugar | nas perguntas do comprador, feitas às IAs em rodadas | uma posição fixa na resposta, que a IA não tem |
| as visitas que chegam do ChatGPT e de outras IAs | no Google Analytics 4, no canal Assistente de IA | quem leu a resposta e não clicou |
| o clique que a busca do Google deixou de entregar | no Search Console, quando a página mantém a posição e perde cliques | o que acontece no ChatGPT, fora da busca do Google |
| as vendas de quem chegou por uma IA | no CRM, com a origem de cada contato | a venda que foi para o concorrente |
Os três números se leem juntos, com a venda do CRM ao lado, e nenhum deles mostra a venda que foi para o concorrente. É esse o número que falta em toda conta de perda em reais.
O primeiro número: em quantas respostas das IAs sua empresa aparece, e quem aparece no lugar
O primeiro número é a presença: em quantas respostas às perguntas do comprador a sua empresa aparece, e quem a IA indica no lugar dela. Presença é em quantas respostas a marca aparece, dividido pelo total de respostas. É o número mais perto da perda, porque cada resposta sem a sua empresa mostra o que um comprador leu no lugar dela. As perguntas com o concorrente na resposta e a sua empresa fora são as que mais contam.
A presença vale para uma IA, uma lista de perguntas e um período, e só se compara com a mesma base. A resposta da IA muda de uma conversa para outra, e por isso não existe posição fixa a perder: o número soma muitas respostas, feitas em dias diferentes. Quantas perguntas a lista pede, para o número não balançar à toa, vem explicado no guia sobre quantas perguntas usar para medir a presença da marca nas IAs. Para montar a planilha, siga o passo a passo de como medir a presença da marca no ChatGPT. Quem quer entrar nessas respostas começa por como fazer sua empresa aparecer no ChatGPT, com o que se faz no site e fora dele.
A Mindo, estúdio de motion design de São Paulo e cliente da murmur, mostra como esse número fica quando a empresa está fora. Em 29 de maio de 2026, a murmur mediu a Mindo em três IAs. A Mindo não apareceu em nenhuma das 63 respostas, em nenhuma das três IAs. O robô das IAs encontrava vazia a página da Mindo, porque o site era um aplicativo que só se monta no navegador. O guia que a murmur escreveu para a Mindo foi publicado em guia.mindo.com.br e estava inteiro no ar em 22 de junho de 2026.
O segundo número: as visitas que já chegam das IAs ao site
O segundo número é o das visitas que já chegam das IAs, e o Google Analytics 4 as junta no canal Assistente de IA. Pela ajuda do Google Analytics, o canal reúne fontes como ChatGPT, Gemini, Deepseek, Copilot ou Grok. A ajuda do Google Analytics diz que o canal Assistente de IA exclui as Visões gerais criadas por IA e o Modo IA do Google. Visões gerais criadas por IA é o AI Overview em português. O Modo IA é a conversa com a IA dentro da busca do Google. Quem clica num link desses dois recursos entra no relatório como visita da busca orgânica.
O número do canal Assistente de IA é um piso, e não o total. Quem leu o nome da empresa numa resposta e voltou depois, digitando a marca no Google ou o endereço do site, aparece como busca orgânica ou acesso direto. Canal vazio não quer dizer comprador ausente: quer dizer que o Google Analytics não reconheceu nenhuma visita vinda de um link da resposta. O guia sobre como medir a presença traz o passo a passo para achar os acessos das IAs no Google Analytics.
A Leadster, que vende ferramentas de qualificação de leads, comparou a conversão por canal em 2.425 sites brasileiros, com dados de 2025. Quem chegou pelas IAs converteu 7,80% de mediana, e quem veio da busca orgânica, 2,39%. Para a Leadster, conversão é qualquer ação relevante de quem visita o site, de um pedido de orçamento a um cadastro. A página não diz quanto do tráfego veio das IAs nem como essa origem foi reconhecida. O número fala de quem chegou, e não de quem leu a resposta e ficou nela.
O terceiro número: o clique que a busca do Google deixou de entregar
O terceiro número é o clique que a busca do Google deixou de entregar aos sites quando mostra o AI Overview acima dos links. Os estudos que medem esse clique são todos sobre o Google. Elizabeth Reid, vice-presidente de Busca do Google, escreveu em maio de 2026 que o número de buscas bateu recorde no último trimestre. O que diminuiu foi o clique em parte delas.
No ChatGPT, a conta é outra. Lá a empresa não tem uma posição de onde o clique saia: a perda é a resposta em que ela falta, o primeiro número. Os estudos de clique do Google não valem para o ChatGPT.
O Pew Research Center acompanhou 900 adultos americanos em março de 2025, e as buscas deles no Google somaram 68.879. A análise comparou as visitas à página de resultados com e sem o resumo de IA. Com o resumo, o clique num link comum veio em 8 de cada 100 visitas; sem ele, em 15. Os links de dentro do próprio resumo receberam clique em 1% das visitas com resumo.
O AI Overview do Google não aparece em todo tipo de busca. A Seer Interactive, agência de marketing de busca, acompanhou 53 marcas de janeiro de 2025 a fevereiro de 2026, e escreve que os dados mostram tendência. Em 49.358 buscas de fevereiro de 2026, o AI Overview apareceu em 36% das de informação, em 8% das comerciais e em 5% das transacionais. Transacionais, na classificação da Seer, são as buscas de compra, aquelas cuja página de resultados traz mapa, rota, resultado local, loja, vagas ou eventos. Para a Seer, quem depende delas tem proteção considerável nos níveis que ela mediu.
Ser citada no AI Overview do Google muda a conta da marca. Nas buscas de informação, a Seer contou 120% mais cliques por impressão para a marca citada no AI Overview do que para a não citada. Nas buscas de informação, o clique da marca citada continuou 38% abaixo do de uma busca sem o resumo. Impressão é cada vez que a página aparece num resultado de busca.
O Search Console é o painel do Google para o site. O relatório de IA generativa dele, aberto a todos os sites em 31 de agosto de 2026, conta impressões. Cada impressão é uma vez em que links do site apareceram nos recursos de IA do Google. Impressão não é visita. O relatório mostra que o link apareceu, e não que alguém entrou no site.
Os estudos de clique falam de outros sites e de outros públicos, e a conta da sua empresa sai do Search Console dela. Página que manteve a posição e perdeu cliques é o sinal do resumo de IA. O passo a passo está no guia sobre tráfego orgânico que caiu por causa da IA.
O que não se mede: os leads que foram para o concorrente
Os leads que foram para o concorrente não se medem, porque quem leu outro nome na resposta nunca chegou ao seu site. Já a pergunta sobre quantos leads as IAs trazem tem resposta, em três partes.
- A maior parte do efeito vem sem clique. Nos dados de maio de 2026 da Similarweb, menos de 7% das perguntas ao ChatGPT trouxeram alguma fonte citada. Sem link na resposta, essa influência não passa pelo Google Analytics.
- Quando existe clique, ele fica no Google Analytics da empresa. A visita cai no canal Assistente de IA, e a origem do lead pode seguir para o CRM. Na mediana dos 2.425 sites brasileiros do levantamento da Leadster, em 2025, quem chegou pelas IAs converteu mais que quem veio da busca orgânica. Um campo “como conheceu a empresa” no formulário, com o ChatGPT entre as respostas possíveis, pega parte de quem chegou sem clicar.
- A presença conta o que o clique deixa de fora. Ela conta em quantas respostas a empresa aparece, sobre o total de respostas, lado a lado com cada concorrente, rodada após rodada. É essa parte que a murmur entrega, lida ao lado do Google Analytics e do CRM da própria empresa.
A murmur escreve as páginas das perguntas em que a empresa falta, e acompanha a presença
A murmur escreve as páginas que respondem às perguntas em que a empresa falta e acompanha, semana após semana, a presença da marca. Cada página sai num endereço da própria marca, um subdomínio como o guia.mindo.com.br da Mindo, e o conteúdo é todo do cliente, mesmo depois do fim do contrato. Um especialista dedicado, a mesma pessoa do diagnóstico em diante, acompanha de perto o resultado. O painel, incluso no serviço, põe a presença da marca ao lado da dos concorrentes, nas mesmas perguntas, rodada após rodada.
Os casos publicados da murmur mostram o resultado com nome e data. Na Mindo, o ChatGPT recomendava a marca em 16 das 134 perguntas do mercado dela em 25 e 26 de junho de 2026. Em 13 e 14 de julho, eram 31. Na Visio, software de operação para varejo, a página do caso conta as aparições nas mesmas 135 perguntas, de junho para julho de 2026. No Google AIO, a Visio foi de 0 para 61 respostas; no ChatGPT, de 3 para 30; no Claude, de 1 para 10. A FotoRegistro, e-commerce de impressão de fotos, e a Fly Vet, agência de marketing veterinário, também são clientes com caso publicado.
O clique e a venda que vierem das respostas das IAs aparecem no Google Analytics e no CRM da própria empresa. Ao lado deles, o painel da murmur mostra a presença da marca, a parte que o clique não mostra.
Perguntas frequentes
Se o meu público ainda não usa IA, eu perco alguma coisa?
A empresa perde menos, e só ela descobre quanto: perguntando ao comprador. Faça ao ChatGPT as perguntas que o seu cliente faria antes de comprar e pergunte aos clientes novos como conheceram a empresa, com as IAs entre as opções. Um canal Assistente de IA sem visitas não prova que o público não usa IA, porque ele mostra só quem clicou. Para saber quanto o brasileiro já usa IA, com o recorte por renda e escolaridade, veja vale a pena investir em GEO agora.
Vale a pena investir em GEO agora?
Vale a pena investir em GEO quando as respostas às perguntas do seu comprador indicam concorrentes e deixam a sua empresa de fora. No mercado, esse trabalho de entrar nas respostas do ChatGPT e das outras IAs se chama GEO. Os casos em que vale esperar estão no guia sobre vale a pena investir em GEO agora, junto com o custo da espera.
Dá para calcular o retorno de GEO em reais?
O retorno de GEO em reais não se calcula antes de começar, porque a maior parte da influência das IAs passa sem clique. Um número em reais seria palpite. O que se escreve antes é o custo do teste, o critério de sucesso e o de parar. O guia como explicar GEO ao chefe ou ao board mostra como montar esse pedido. Os preços das agências e a conta de ROI, que compara o que o trabalho trouxe com o que custou, ficam no guia sobre quanto custa uma agência de GEO.
Por que a minha empresa não aparece no ChatGPT?
A causa muda de empresa para empresa, e cada uma tem um teste que se faz antes de qualquer conserto. O teste de cada causa, e quem na empresa resolve cada uma, vem em por que o ChatGPT não recomenda a sua empresa. O mecanismo por trás delas vem em por que a IA recomenda umas empresas e outras não.
Como levo esse número ao chefe?
Leve a presença de hoje, com a base e a data, e os nomes que aparecem no lugar da empresa. O roteiro da conversa, com o pedido de teste e o que o financeiro derruba num slide, está no guia sobre como explicar GEO ao chefe ou ao board.
Antes de calcular a perda, veja o que o seu comprador lê nas respostas
Antes de calcular qualquer perda, faça ao ChatGPT as perguntas do seu comprador e anote quem aparece em cada resposta. Repita a lista em outro dia, porque a resposta muda, e conte em quantas a sua empresa entrou. Sem montar a lista à mão, o diagnóstico gratuito da murmur dá uma primeira leitura a partir do seu site. Sem cadastro e em menos de dois minutos, ele mostra como as IAs respondem às perguntas do mercado em que a sua empresa vende. Para ver que marcas as IAs indicaram em outros mercados, numa rodada de perguntas por setor, há os estudos por setor da murmur.
Leia também
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- Como explicar GEO ao chefe ou ao board: fazer a sua empresa aparecer no ChatGPT
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Referências
- Olivier Martinez, “Optimizing Visibility in Generative Engines: A Critical Survey of Generative Engine Optimization (2023-2026)”, arXiv 2607.14035, 15/07/2026. 45 estudos publicados de 16/11/2023 a 14/07/2026; a conclusão vale “within the reviewed corpus”, e a confiança de cada afirmação está na Tabela 5, na seção 10. https://arxiv.org/abs/2607.14035, com o texto completo em https://arxiv.org/html/2607.14035 (lido em 05/10/2026).
- Google, “Grupo de canais padrão”, Ajuda do Google Analytics, sem data na página. https://support.google.com/analytics/answer/9756891?hl=pt-BR (lido em 03/10/2026).
- Leadster, Gustavo Luby, “Geração de Leads no Brasil: Panorama 2026 em dados”, 06/07/2026. 2.425 sites, 173 milhões de acessos e 3,4 milhões de leads, com dados de 2025; a página não publica a fatia do tráfego que vem das IAs nem como essa origem foi reconhecida. A Leadster vende ferramentas de qualificação de leads. https://leadster.com.br/blog/panorama-geracao-de-leads-2026/ (lido em 03/10/2026).
- Elizabeth Reid, vice-presidente de Busca do Google, “A new era for AI Search”, blog do Google, 19/05/2026. https://blog.google/products-and-platforms/products/search/search-io-2026/ (lido em 03/10/2026).
- Pew Research Center, Athena Chapekis e Anna Lieb, “Google users are less likely to click on links when an AI summary appears in the results”, 22/07/2025. Navegação de 900 adultos dos Estados Unidos, com 68.879 buscas no Google em março de 2025. https://www.pewresearch.org/short-reads/2025/07/22/google-users-are-less-likely-to-click-on-links-when-an-ai-summary-appears-in-the-results/ (lido em 03/10/2026).
- Seer Interactive, Tracy McDonald, Hannah Cooley e Marketa Williams, “AIO Impact on Google CTR: 2026 Update”, 24/04/2026. 53 marcas, de janeiro de 2025 a fevereiro de 2026; a taxa do AI Overview por tipo de busca vem de 49.358 buscas acompanhadas, filtradas em fevereiro de 2026, e os 120% a mais valem para buscas de informação. Os autores escrevem que os dados são “directional”. A Seer vende serviço de marketing de busca. https://www.seerinteractive.com/insights/aio-impact-on-google-ctr-2026-update (lido em 03/10/2026).
- Google Search Central Blog, “Introducing Search Generative AI performance reports in Search Console”, 03/06/2026, com a nota do lançamento para todos os sites em 31/08/2026. https://developers.google.com/search/blog/2026/06/gen-ai-performance-reports (lido em 03/10/2026).
- Similarweb, Maayan Zohar Basteker, “Zero-Click Searches in 2026: What They’re Costing You, and How to Win Anyway”, 10/08/2026, com dados de maio de 2026. A Similarweb vende dados de tráfego. https://www.similarweb.com/blog/marketing/seo/zero-click-searches/ (lido em 03/10/2026).
- murmur, casos da Mindo, da Visio, da FotoRegistro e da Fly Vet, publicados com autorização dos clientes: https://murmur.marketing/casos/mindo/, https://murmur.marketing/casos/visio/, https://murmur.marketing/casos/fotoregistro/ e https://murmur.marketing/casos/fly-vet/; diagnóstico gratuito: https://murmur.marketing/diagnostico/; estudos por setor: https://murmur.marketing/estudos/ (lidos em 03/10/2026).